sábado, 2 de junho de 2012

Filhos do Coração

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Era uma noite como outra qualquer.
A Luna estava sentada no chão a folhear o álbum de família. Os irmãos brincavam na sala com o Rafa e o Manecas, o cão e o gato lá de casa que, sendo os melhores amigos, às vezes pareciam os piores inimigos.
De repente, o silêncio foi interrompido pela curiosidade de uma menina de cinco anos.
— Mãe… como é que eu nasci? Porque é que não há fotografias minhas em bebé aqui no álbum?
A mãe percebeu que aquela, afinal, ia ser uma noite muito especial. Levantou-se do sofá e foi sentar-se ao lado da filha.
— Vou contar-te a história mais bonita do mundo e a mais especial, porque é a tua história. Sabes como nascem os bebés?
— Nascem de repolhos grandes! — exclamou o Manuel.
— Não é nada… chegam no bico das cegonhas! — contrapôs o Jorge.
Maria desatou a rir e avançou com a sabedoria de quem acredita que domina o mundo do alto dos seus dez anos:
— Os bebés nascem das barrigas das mães! O pai põe uma sementinha num ovo que a mãe tem dentro da barriga e, depois, a barriga começa a crescer, a crescer, a crescer e, nove meses depois, nascem os bebés!
— Nem todos — interrompeu a mãe —, alguns filhos nascem nos corações!
Nesse momento até as certezas da Maria, a irmã mais velha, desapareceram.
Curiosos, os irmãos aproximaram-se da mãe, prontos para ouvir esta história que, como todas as histórias importantes, começa com um…
— Era uma vez… — disse o pai da Luena que acabara de entrar na sala.
— …um coração que engravidou de amor — acrescentou a mãe.
— Os corações também engravidam? — interrompeu a Luena curiosa.
— Claro que sim! Esse coração, tal como as barrigas das mães, cresceu tanto, tanto, tanto, que se apaixonou por uma menina cor de canela e de trancinhas no cabelo que escolheu fazer parte desta família — respondeu o pai emocionado.
— Sabes Luena… há várias maneiras de criar uma família, mas o importante é o amor que une as pessoas dessa família, porque as famílias são para sempre — concluiu a mãe.
— Mesmo quando se zangam? — perguntou o Manuel.
— Claro… não vês que, apesar de se zangarem, o Rafa e o Manecas adoram-se e não conseguem viver um sem o outro? — lembrou a mãe.
A Luena ouvia em silêncio com muita atenção mas, quanto mais lhe explicavam, menos conseguia entender. Pegou na mão da mãe, obrigando-a a fixar o olhar no seu, que suplicava por mais esclarecimentos.
— Então como é que eu cheguei ao teu coração grávido, mãe?
— Já vais perceber… mas, o mais importante é que estás cá dentro, no nosso coração, como todos os teus irmãos.
Pelo olhar perdido da Luena, todos conseguiram imaginar a confusão que reinava na sua cabeça. O pai avançou com mais explicações:
— Sabes Luena, existem muitos lugares no mundo onde os pais não têm condições para criar os filhos…
— …e, por isso, têm que deixá-los em instituições como aquela no Gana, em África, onde nós te vimos pela primeira vez — acrescentou a mãe.
— E nesses lugares existem muitos meninos como eu, mamã? — perguntou a Luena.
A resposta chegou pela mão da irmã mais velha, a quem os dez anos davam direito legítimo a uma resposta sempre na ponta da língua:
— Espalhados pelo mundo, existem meninos de todas as raças e cores que precisam de pais, porque os seus pais da barriga não puderam cuidar deles como eles mereciam.
«Raças» era uma palavra difícil para os irmãos mais novos. O Manuel sabia que era preciso perguntar para conseguir aprender e, por isso, não hesitou:
— O que são raças, papá?
— Raças são características diferentes dos meninos que nascem em todas as partes do mundo: em Portugal, no Gana, na China…
À Luna nunca lhe tinha ocorrido perguntar porque é que a sua cor de pele era diferente da dos seus irmãos… afinal somos todos diferentes uns dos outros! Há crianças gordas, magras, altas, baixas, meninos de olhos azuis e outros de olhos castanhos. A cor da sua pele fora sempre aquela, portanto era uma característica sua.
Ela também sabe que o que é realmente importante sente-se com o coração. E o seu coração traquina dizia-lhe que o importante é o amor que une as famílias e o sentimento de segurança que os filhos têm junto dos pais.
— Ao ver-te pela primeira vez, o nosso coração cresceu tanto, tanto, tanto, que se apaixonou e, desde esse momento, a nossa vida deixou de fazer sentido sem ti — revelou a mãe com ternura.
A Luna ficou em silêncio a saborear o olhar apaixonado dos pais e a pensar em todas as crianças que não têm uma família.
Imaginou os meninos que não pertencem a ninguém e que adormecem à noite sem ter os pais ao seu lado para lhes contarem uma história. Imaginou como deve ser difícil não receber um beijo da mãe todas as manhãs. Imaginou como se devem sentir sozinhas as crianças que estão à espera de conhecer os seus pais do coração…
Espontaneamente correu e abraçou os seus pais com toda a força que conseguiu, numa tentativa desesperada de lhes fazer sentir todo o amor que tem por eles.
— Que bom que é ter uma família! — exclamou feliz.
E a sabedoria dos dez anos da Maria traduziu-se numa verdade simples que, no coração, todos sentem como uma certeza:
— Luena… a nossa família não seria a mesma sem ti…
— É verdade Luena, estamos muito felizes por termos uma irmã como tu — acrescentou o Jorge.
— Papá, e o que acontece às outras crianças que ainda não tem uma família? — perguntou o Manuel.
— Estão à espera de encontrar corações apaixonados que engravidem de amor e consigam formar uma família como a nossa — explicou o pai.
— Sabem que às vezes isso acontece muito depressa, mas outras, demora mais tempo. Porém o mais importante é que, no final de tudo, encontrem uma família… e de certeza que isso acaba por suceder! — concluiu a mãe.
A Luena ficou tranquila com as palavras da mãe em relação aos outros meninos que ainda se encontram a viver em instituições. Contudo, uma dúvida insistia em formar a covinha que aparecia na sua bochecha esquerda sempre que algo a preocupava:
— Mamã… mas como é que esses pais que engravidam do coração conseguem escolher uns meninos e deixar lá outros?
— Na verdade, filhota — explicou a mãe orgulhosa da sensibilidade da filha —, esses pais não escolhem os filhos… mesmo que não percebam, eles é que são os escolhidos. Um coração só engravida quando se apaixona, por isso é que pouco importa se os filhos nascem da barriga das mães ou dos seus corações. O amor só pode ser um laço natural… porque ninguém nos pode obrigar a amar!
— Tu, por exemplo, — continuou o pai – escolheste-nos no dia em que te conhecemos e, depois de nos conquistares, deixaste-nos amar-te. As fotografias que te faltam aí no álbum não são importantes, porque a nossa história de amor começou mais tarde, e nem todas as histórias de amor tem de começar numa maternidade.
— Se pensares bem, filhota — acrescentou a mãe —, não há fotografias de todos os momentos felizes que passámos juntos, porque alguns desses momentos guardámo-los cá dentro do coração, que é o melhor álbum da nossa vida!
O Manuel e o Jorge começavam a dar os primeiros sinais de cansaço com um bocejo traiçoeiro. A Maria, a quem a vida naquela noite até tinha conseguido ensinar qualquer coisa nova, foi contagiada e abriu a boca, denunciando a chegada da hora de dormir.
— Meninos, vamos para a cama! Hoje já ouviram uma linda história, que vos deu muito em que pensar! — exclamou o pai divertido.
A mãe levantou-se e distribuiu as crianças pelos quartos, ao ritmo de mimos e beijos de boas-noites. Quando chegou perto da cama da Luena reparou que a covinha da bochecha voltara a ficar visível.
— Mamã… ainda existem muitas famílias à espera de serem escolhidas por essas crianças? — perguntou-lhe a filha.
— Algumas, meu amor… — disse a mãe tentando tranquilizá-la — …mas não te preocupes, porque todas essas crianças vão, de certeza, escolher uma família como a nossa para serem muito felizes.
Aos poucos, a covinha foi desaparecendo. A Luena fechou os olhos, rendendo-se a um sono descansado, e começou a sonhar com um mundo cor-de-rosa, com pinceladas de muitas outras cores alegres e vivas que pintam a realidade de uma menina traquina de cinco anos.
A mãe inclinou-se e beijou o rosto daquela filha especial, que tinha trazido um brilhante arco-íris à sua vida. Depois, afastou-se em silêncio e ficou a pensar que, se todas as famílias soubessem quão maravilhosas e completas se podem tornar as suas vidas quando os seus corações engravidam, de certeza que as instituições do mundo ficariam vazias de crianças e as suas casas cheias de amor.
Alexandra Borges; Luís Figo; Ana Cardoso

Filhos do Coração – A adopção explicada a pais e filhos

Lisboa, Bertrand Editora Lda., 2007





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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Divirta-se sem problemas no verão...

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Durante o verão é preciso muito cuidado com as crianças. Os pais devem estar atentos para evitar o esgotamento provocado pelo calor.
A transpiração e a irradiação de calor através da pele mantêm o corpo fresco em condições normais. Contudo, quando há excesso de calor e a criança está brincando ou jogando, o sistema de resfriamento do corpo pode começar a falhar. Isto provocará suor que, se excessivo, poderá desidratá-la. Os sintomas disso são tonturas, fraquezas e náuseas. Caso se apresente quaisquer deles, ela precisará de descanso, protegida do sol e da temperatura alta. Mas algumas medidas de precaução devem evitar isso:


1. Vista-a com roupas leves.

2. Não a mantenha dentro de automóveis expostos ao sol.

3. Hidrate-a constantemente com sucos e água, sobretudo se ela estiver brincando ou jogando.

4. Evite as horas mais quentes do dia, retirando-a do sol e trazendo-a para a sombra ou para um ambiente ventilado.

5. Sempre que possível, use mangueira ou chuveiro para refrescá-la.

6. Se ela estiver com náuseas, leve-a a um ambiente fresco e, além dos líquidos, dê-lhe um banho frio ou utilize ventilador e ar-condicionado.

Procure um médico quando...

A criança apresentar qualquer um destes sintomas: dor de cabeça, fraqueza, desorientação, confusão ou agitação, letargia, coma ou convulsões e febre de 38º ou mais.

Picadas de insetos





Mosquitos e moscas sabem ser desagradáveis em acampamentos ou em qualquer passeio nos meses do verão. As aranhas são inofensivas, com algumas exceções. Assim sendo, um inseto não-venenoso não traz maiores preocupações aos pais. Eis alguns conselhos sobre como aliviar a dor e a coceira provocadas pelas picadas:

1. O local da mordedura de aranha, mosquito ou qualquer outro inseto deve ser bem lavado com água e sabão. É bom fazer isso duas ou três vezes ao dia até que a pele esteja sã.

2. Pode-se esfregar uma pomada ou creme antibiótico

3. Gelo no local (não direta-mente sobre a pele) ou compressas frias aliviam a dor.

4. Caso a dor persista, deve-se tratá-la com paracetamol nas doses corretas

Prevenção

1. São encontrados no comércio repelentes para crianças menores de 2 anos.

2. Devem-se alertar as crianças para que não toquem nas aranhas nem nas teias.

3. Sapatos e roupas devem ser cuidadosamente armazenados.

4. Os pais temem utilizar repelente nos filhos. De fato, nos menores de dois anos devem ser usados somente produtos específicos. Nos maiores não há motivo para não usar, desde que usado somente nas partes descobertas do corpo da criança. Tais produtos repelem com eficiência abelhas, mosquitos, vespas e moscas.

Procure um médico quando...

As picadas de aranhas normalmente não têm grandes conseqüências, mas, na dúvida, ela deve ser imediatamente levada ao médico. Sobretudo nos seguintes casos: Quando se forma uma coloração azulada ao redor da picada, depois um arco esbranquiçado e mais um roxo, isso indica que a picada foi de uma aranha venenosa; rigidez, contraturas, espasmos musculares e dores abdominais são sintomas graves; febre, enxaqueca, mal-estar, dores musculares e urina sanguinolenta também são sinais de perigo; mordidas de escorpião são muito graves em crianças até 10 anos.







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domingo, 31 de julho de 2011

Como lidar com a desobediência da criança

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Quando uma criança esperneia em locais públicos, dá chilique querendo um brinquedo, as pessoas imediatamente o olham atravessado. Os pais ficam nervosos sem saber o que fazer e, em muitos casos, não param para pensar que o erro pode ter sido deles. Os limites do que é certo e errado devem ser iniciados logo que a criança dá seus primeiros passos. Se isto não foi ensinado, é hora de agir. Ceder às suas chantagens só irá piorar as coisas.
Veja abaixo algumas atitudes que você deverá tomar.

1. Não bata na criança, principalmente na frente de outras pessoas, você não irá educá-lo, irá apenas descarregar sua raiva e humilhá-lo contribuindo para sua baixa auto-estima futuramente.

2. As palmadinhas, nos pequeninos, também não valem. Elas são um testemunho da incompetência dos pais. Seu filho poderá até obedecer, mas não por respeito e sim por medo. Procure orientá-lo (a partir de dois anos ele já entende) usando palavras que ele possa compreender. Mostre as consequências de suas acções como o que acontece se enfiar o dedo na tomada. Vale uma dramatização.

3. Se seu filho der chilique em algum lugar público, não bata nele. Apresse-se no que está fazendo e o retire do lugar imediatamente. Não perca tempo tentando convencê-lo que sua atitude é errada. Ele estará irritado demais para lhe ouvir. Diga que vai embora, certamente ele não irá querer ficar lá sozinho. Deixe para ter uma conversa séria em casa.

4. Se você levou o dinheiro contado para o supermercado, não abra mão de compras necessárias para comprar o brinquedo que ele gostou. Uma dica é acostumar desde pequenino a dizer que o dinheiro já está comprometido para comprar alimentos e outras coisas para casa. Não minta, caso não seja verdade! Diga que comprará em outra oportunidade. Assim ele crescerá com este costume e não ficará gritando pelo supermercado. Você poderá também combinar, antes de ir, o que ele poderá pegar. Se ele pedir algo a mais, lembre-o do trato.

5. Estabeleça limites deixando claro o que você gosta e o que você não gosta, como bagunça na sala, riscar paredes etc. Ajude-o a guardar ou limpar, mas avise que se houver uma próxima vez ele fará isso sozinho.

6. Uma alternativa é o castigo, que funciona sem humilhar e a criança aprende a ter limites. Actua como um disciplinador. Exemplo: "Se jogar brinquedo no chão com raiva ficará sem brincar por um ou dois dias com aquele brinquedo; Se bater em alguém não irá ao parque no domingo". Mas atenção, explique porque ele não deve bater em alguém, porque não deve riscar a parede etc. Não imponha o castigo sem explicá-lo porque está fazendo isto.
7. Crie o cantinho da disciplina, no corredor da casa de preferência, longe de estímulos. Antes de mandá-lo para o cantinho dê o alerta: se você não parar irá para o canto da disciplina, só mande-o para lá se ele continuar desobedecendo. Ele deverá ficar lá a quantidade de minutos de acordo com sua idade, por exemplo, se tiver 3 anos ficará 3 minutos e se sair antes da hora avise-o que reiniciará a contagem. Mas uma coisa é muito importante: ele deve saber porque está indo para lá e ao sair abaixe-se até sua altura, olhe nos seus olhos e pergunte-lhe se entendeu porque estava ali e ele deve pedir desculpas a você, enquanto não pedir não sairá. Ele precisa saber que deve lhe obedecer e não ao contrário.

8. Se você disse "não", mantenha sua decisão. O que não vale é haver oscilações. A criança ficará sem ter um parâmetro do que está certo ou errado. Se você não o deixa ir no banco da frente, seu marido não pode levá-lo para passear ao volante. Isto seria uma disparidade.

9. Se perceber que a criança ficou com raiva de você porque negou algo, seja firme. Ela não deixará de gostar de você por causa disso e é assim que elas aprendem a ter limites.

10. Não prometa presentes caso ela fique boazinha e obediente. A criança que não quer comer deve entender a importância da alimentação para o seu crescimento. Prémios só farão com que ela manipule você cada vez mais.

11. Dê exemplos! Se você xinga, como quer que seu filho não xingue? Se você manda dizer no telefone que não está em casa, como quer que seu filho não minta? Como quer que seu filho coma verdura se ninguém na casa come? A criança imita os pais e se você não dá exemplos não pode cobrar.

12. Para os pequeninos, crie histórias de situações do dia-a-dia com bonecos, tais como: vamos escovar os dentes de fulana (boneca), vamos dar banho em fulano etc. A criança aprenderá brincando e assimilará a importância destas atitudes sem precisar de broncas.

13. Se a criança assiste a uma cena na televisão onde os filhos brigam com os pais, está aí uma óptima oportunidade para verificar o que o pimpolho ou o adolescente pensa e orientá-lo.

14. Se ele falar gritando com você, ensine que não é dessa maneira que ele conseguirá as coisas e peça para ele falar baixo. Lembre-se que costume de casa se leva para a rua.

15. Não entre em contradição com seu cônjuge na frente de seu filho. Isto faz com que um ou outro perca a autoridade. Não discuta na frente dele e respeite a decisão já tomada mesmo que não concorde com ela, depois vocês conversam, reservadamente, para entrar em um acordo e voltem a conversar com a criança.
Atenção!

Se você é daqueles pais ou mães muito ocupados, que trabalham muito tempo fora de casa procure conversar com ele e fazê-lo entender as suas necessidades antes que seu filho se revolte. Mas não esqueça que o tempo que estiver com seu filho deverá dar o máximo de si, para sentir a sua presença. Neste pouco tempo procure orientá-lo sobre o que é certo e errado, não deixe isto a cargo dos avós ou empregadas. Brinque! Sente no chão e jogue com seu filho. Se seu tempo é curto, lembre-se que muitas vezes a qualidade vale mais que a quantidade.
Por: Simaia Sampaio




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segunda-feira, 7 de março de 2011

O carnaval da criançada...

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O carnaval é uma das melhores épocas para quem gosta de festa e as crianças não ficam para trás. Embora o carnaval em Portugal não seja muito cultivado como em outros países como o Brasil, é sempre bom brincar um bocadinho. E para animar ainda mais o carnaval, nada melhor do que algumas brincadeiras. Algumas delas podem ser até mesmo resgatadas da época em que o carnaval começou a se tornar uma festa popular.


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As brincadeiras mais tradicionais do carnaval são os bailes realizados nos clubes, onde as pessoas se fantasiam e pulam carnaval ao som das músicas que são bem típicas da época. Mas se você quiser mudar um pouco pode resgatar algumas brincadeiras antigas. Há muitas brincadeiras que podem ser feitas por exemplo realizar um bailarico de carnaval em sua casa ou na escolinha do seu filho. Para enfeitar pode usar as famosas serpentinas (rolos de fita de papel), o famosos confeitos (papel picado em forma de pequeninos círculos), balões coloridos, e musical carnavalesca.


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domingo, 23 de janeiro de 2011

Momentos

PhotobucketAmigas faz muito tempo que não vinha postar eu sei...não fiquem zangadas comigo mas tenho andado um pouco afastada dos blogs.Hoje arranjei coragem e resolvi vir postar este texto para reflectirmos, nos momentos da nossa vida e a importância que lhes damos.Beijooooo


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Há momentos nos quais nos sentimos literalmente sós,
abandonados num turbilhão de preocupações.
Pensamentos que se multiplicam,
dando-nos uma sensação de grande desconforto, mal estar.
Momentos em que perdemos coisas valiosas, pessoas queridas, a paz de espírito...
Momentos em que o dinheiro parece não ser suficiente;
momentos em que as nossas relações estão fragilizadas por falta de compreensão, de amor, de cuidados...
Momentos nos quais estamos doentes, física ou espiritualmente...
Perdido em meio a tantas preocupações, trata de seguir...
Uns seguem sem compreender o momento presente,
sem vislumbrar que a situação pode estar propiciando o amadurecer, o evoluir frente aos obstáculos.
Outros seguem com boas intenções, e estas por si só não serão suficientes para abrir um novo caminho.
E há aqueles que param, silenciam, abrandam seu ser.
Na sua quietude questionam e tentam compreender a ausência de luz, de alegria, de amor.
Partindo do seu centro interior,
dão o primeiro passo: a confiança.
Dá o segundo passo: a fé.
Dá o terceiro passo: a realização.
Para aqueles que confiam, tudo chega a tempo.
Para aqueles que têm fé, nada falta e para aqueles que realizam,
sabem que tudo depende do seu esforço, da sua coragem em seguir,
descortinando o desconhecido e fazendo dele seu aliado, seu cúmplice.
Não há tempo para temer a vida...

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Criança Divina

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Que essa Santa Criança
esteja sempre em nossos lares,
em nossos caminhos,
e que Ela sempre nos guie e segure
sempre em nossas mãos guiando-nos
para o caminho certo.
Hoje a noite está em festa ..
As estrelas brilham mais
A harmonia dança com a felicidade ..
A paz desta noite invade todos os lares..
E o AMOR ..
Esse Infinito AMOR transborda
em todos os corações!!!
Que essa CRIANÇA DIVINA
ilumine sempre os nossos passos,
ilumine sempre a nossa vida,
ilumine sempre esta noite de Natal.
FELIZ NATAL!!!

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Problemas de comportamento na criança e no adolescente

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A criança manifesta os sentimentos face ao mundo que a rodeia através do
seu comportamento: reage negativamente se é frustrada mas aprende ao longo do
desenvolvimento a comportar-se de forma socialmente adequada. Neste processo o
papel e encorajamento dos pais, educadores e professores, é fundamental.
A maioria das crianças aprende rapidamente mas é também normal as
crianças “portarem-se mal”.
Fazer birras, reagir agressivamente, desobedecer, etc., dentro de certos
limites e em certas idades não é preocupante (por exemplo é normal uma criança
fazer birras e descontrolar-se aos 2-3 anos mas se tal acontece sistematicamente
num pré-adolescente a situação já não é de todo adequada).


O que são os problemas de comportamento na criança e adolescente?

Os problemas de comportamento podem surgir em qualquer idade e
frequentemente começam cedo.
Os comportamentos de oposição e desafio, por exemplo, são frequentes na
idade pré-escolar mas atingem por vezes grandes proporções (grandes birras, bater,
morder, dar pontapés, partir objectos).
Ao longo do desenvolvimento os comportamentos desajustados vão-se
também modificando, tornando-se progressivamente mais violentos. Passam a
incluir mentiras, furtos, fugas, a recusa das regras estabelecidas e comportamentos
de risco anti-sociais (faltas ou abandono escolar, consumos de drogas, relações
sexuais não protegidas, crueldade para pessoas ou animais, actos de vandalismo, etc.).



São sinais de alerta para o desenvolvimento destas perturbações:


• comportamentos muito fora do normal que ultrapassam seriamente as regras
aceites na família e na comunidade (diferente de uma “criança que se porta
mal” ou um “adolescente rebelde”);

• estes comportamentos mantêm-se de forma contínua durante meses ou
anos;

• as perturbações interferem no desenvolvimento da criança e na sua
integração e funcionamento familiar, escolar e noutras actividades.

Quais as causas destes problemas?

Existem características da criança que a colocam em risco para o
desenvolvimento destes problemas.

• crianças com temperamento difícil, hipersensíveis, irrequietas, impulsivas,
com dificuldade de auto-controlo e em se adaptarem a situações novas;

• crianças com dificuldades de aprendizagem;

• crianças desvalorizadas, deprimidas e com o sentimento de não serem
amadas;

• crianças ameaçadas ou vítimas de maus-tratos.

Por outro lado, também factores familiares podem propiciar ou agravar estas
situações:

• formas de educação e disciplina inadequadas tais como: não valorizar os
bons comportamentos e criticar excessivamente os comportamentos
desajustados, não estabelecer claramente regras e limites e ser demasiado
flexível quanto ao seu (in)cumprimento, não controlar suficientemente a
criança, etc.

• pais deprimidos, com outras doenças ou sobrecarregados e exaustos, sem
apoio da família alargada;

• ambiente familiar conflituoso, violento ou situações de ruptura familiar.

Também a nível escolar existem factores de risco que tendem a agravar
estes sintomas:


• más condições físicas da escola;

• excessivo número de alunos por professor;

• fraca disponibilidade e motivação dos professores;

• fraco incentivo às competências da criança e adolescente.


Finalmente a existência de factores sócio-comunitários adversos também
contribui para o desenvolvimento destas situações (em particular quando vários
destes factores se associam):


• pobreza;

• desemprego;

• sobrepopulação do domicílio;

• viver num bairro violento e inseguro.

Quais as consequências destes problemas?


Estes comportamentos constituem um forte motivo de preocupação para as
famílias, a escola e outros meios onde a criança está inserida.

• estas crianças e jovens têm com frequência dificuldade em fazer amigos e
integrar-se nos grupos da sua idade; muitas vezes ligam-se a grupos com
comportamentos de risco o que contribui para agravar os seus problemas;

• embora tenham normalmente um nível intelectual normal, o seu rendimento
escolar tende a ser fraco e há grande risco de insucesso e abandono escolar;

• muitas vezes existe também um sentimento de mal estar intenso e uma
desvalorização, dos quais se defendem culpando os outros pelos seus
problemas.

Globalmente a integração social destes jovens corre um sério risco e, sem
ajuda, têm grande dificuldade em ultrapassar os seus problemas.
Como podem ser prevenidos ou diminuídos estes problemas?
É importante salientar que estas situações se vão “construindo” ao longo do
tempo e que é fundamental intervir precocemente para obter melhores resultados.
A prevenção é de longe a intervenção mais eficaz!

Como recomendações gerais aos pais, sugere-se que:

• sejam pais próximos, dispostos a brincar, entender e ajudar a criança, mas
simultaneamente capazes de impor regras com autoridade, o que dá
segurança à criança;

• mais do que darem conselhos, dêem o exemplo;

• estabeleçam regras claras e consistentes assim como as consequências
resultantes da quebra desses limites;

• organizem tempo com disponibilidade, afecto e diálogo para com os filhos,
desde os primeiros tempos de vida e ao longo do desenvolvimento; assim
poderão conhecê-los em profundidade e compreender as suas
necessidades, capacidades e fragilidades;

• proteger e estimular a criança, de forma adequada às suas características e
idade;

• estimulá-la a pensar e falar do que sente em alternativa a descarregar a sua
irritação e o seu mal estar através do comportamento;

• encontrar formas de “negociar” e chegar a um acordo com ela em situações
de conflito, incentivando-a assim a desenvolver estratégias de resolução de
conflitos;

• valorizar o bom comportamento e os esforços da criança para melhorar;

• controlar e supervisionar a criança: saber onde ela está, com quem e a fazer
o quê;

• chegar a acordo com o companheiro(a) quanto à forma de educar a criança e
quanto às regras a estabelecer;

• manter-se em contacto com a escola ou jardim de infância, trabalhando em
conjunto com os professores e educadores para melhorar o desenvolvimento
e a integração da criança.

Onde e quando procurar ajuda?

Se surgirem os sinais de alerta atrás referidos e estes se mantiverem por
mais de três meses, consulte o seu médico de família. Ele saberá ajudá-lo e, se
necessário, orientá-lo-á para a consulta de saúde mental infantil e juvenil da sua
área de residência.
Nesta consulta será avaliada a situação específica do seu filho(a), os factores
que contribuem para o problema e serão propostas as intervenções necessárias.



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quinta-feira, 25 de março de 2010

O Significado e os Símbolos da Páscoa

PhotobucketO nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" (passagem), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu. Esta libertação foi marcada pela travessia do Mar Vermelho, que se abriu para "passagem" dos filhos de Israel que Moisés conduziria para a Terra Prometida.
Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.


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Os Ovos de Páscoa
De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças. O ovo traz a idéia de começo de vida. Os povos antigos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes o bem. Os chineses costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.
Os cristãos foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando o nascimento para uma nova vida, a ressurreição de Jesus Cristo, que nos deu a Salvação e a Vida Eterna.
A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma. Os ovos não eram uma guloseima, como se conhece hoje. Eram mais um presente decorativo, original, simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova.


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Os Coelhos
A tradição do coelho da páscoa foi trazida para as Américas pelos imigrantes alemães em meados do século XVIII. O coelho visitava as crianças e escondia os ovinhos para que elas procurassem. No antigo Egito o coelho simbolizava o nascimento, a vida. Em outros pontos da terra era símbolo da fertilidade, pelo grande número de filhotes que nasciam.
Uma lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dar aos filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho teria passado correndo. E daí veio a fama de o coelho entregar os ovos.
O coelho simboliza a Igreja que, pelo poder de Cristo, é fértil em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.


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O Cordeiro
O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. É o símbolo da aliança feita entre Deus e o povo judeu na páscoa do Antigo Testamento. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães sem fermento e com o sacrifício de um cordeiro.
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

O pão e o vinho
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Santa Ceia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas arrependidas, de fé e boa vontade.
A instituição da Santa Ceia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue...".
O pão e o vinho na Santa Ceia são mais que um símbolo. É a presença real e verdadeira de Cristo junto do seu povo, para perdão vida e salvação.
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade. Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição por nós, para também termos vida, vencermos a morte e vivermos eternamente com Ele no céu após sua segunda vinda.


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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval vamos divertir-nos!!!

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Tavira enche-se de cor e alegria para festejar o Carnaval! Desfile de carros alegóricos, festas infantis, bailes e concursos de máscaras por todo o concelho são o convite à diversão.

Foi ontem, dia 20 de Fevereiro que começaram as comemorações de Carnaval e foram as crianças a primeiras a sair à rua e participar no já muito animado Desfile de Carnaval Infantil, promovido pela Câmara Municipal de Tavira.



Participam neste Desfile crianças de muitas escolas e instituições e, como nos anos anteriores, também as crianças da nossa Delegação fizeram a festa! Os meninos do Centro Infantil 'A Semente' e do Centro de Apoio Integrado a Crianças 'A Gaivota' foram mascarados de pintores.Desejo a todos um otimo carnaval 2010!!


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Gripe A

PhotobucketMeninas hoje o post é sobre um assunto muito falado nos ultimos tempos e que muito nos preocupa,a mim mais que nunca porque o meu filhote tem a gripe A neste momento e está de quarentena.Espero tirar as vossas dúvidas com estas informações visto terem sido importantissímas para mim faço questão de partilha-las com vocês.Beijinhos Kidas



O que é gripe A?


Trata-se de uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus da gripe de tipo A. A taxa de mortalidade é, até à data, baixa e a doença demora entre 7 e 10 dias a desaparecer. Actualmente, há três subtipos: H1N1, H1N2 e H3N2. O surto, que surgiu em Abril de 2009 no México e nos Estados Unidos e se tem disseminado pelo Mundo, é causado por uma variante do H1N1.


Como se transmite?


Pode ser transmitido entre humanos. Contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da gripe. Entre humanos, a gripe A transmite-se como a gripe sazonal, através da tosse e espirros. O contágio pode também ocorrer ao tocar em objectos contaminados com o vírus e levar as mãos à boca ou nariz. Não se transmite pelo consumo de carne de porco ou seus derivados (por exemplo, chouriço). As elevadas temperaturas de cozedura eliminam o vírus.


Quais os sintomas?


São semelhantes aos da gripe sazonal, ou seja, febre, dores no corpo e de cabeça, dificuldades respiratórias, como tosse, espirros e nariz a pingar. Por vezes, causa perda de apetite, náuseas, vómitos e diarreia.


O que fazer se suspeitar que contraiu o vírus da gripe A?


Antes de se dirigir a um serviço de saúde, ligue de imediato para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e siga as instruções. Esta encaminha o utente para os serviços adequados, de modo a salvaguardar a sua saúde e evitar o risco de contágio da infecção.


Como se diagnostica?


Qualquer centro de saúde ou hospital está apto a tratar casos suspeitos de gripe A. O diagnóstico é feito pela análise das secreções respiratórias ou sangue, mas apenas quando se justifica e não em todos os casos suspeitos como era habitual.


Qual o tratamento?


Tal como a gripe sazonal, a gripe A trata-se com analgésicos, repouso e muitos líquidos. Nalguns casos, os médicos podem prescrever antivíricos (Tamiflu ou Relenza). A maioria dos pacientes restabelece-se sem necessidade desses medicamentos. De nada serve tomar antibióticos, pois não têm efeito sobre o vírus. A vacina da gripe normal também não protege. Quem teve gripe A fica protegido contra o vírus e pode cuidar de alguém doente sem riscos.


Os antivíricos podem ser usados de forma preventiva?


Estes medicamentos podem ser usados como prevenção, se teve contacto próximo com alguém infectado. Contudo, deve falar primeiro com um médico, já que podem surgir efeitos secundários não negligenciáveis, além de o uso indiscriminado poder criar resistências ao mesmo pelo vírus. Em caso de necessidade, os hospitais têm reservas significativas de antivíricos.

Os medicamentos vendidos pela Net são desaconselhados, até porque nem sempre há garantias quanto à sua origem e qualidade.


Quem deve ser vacinado?


A vacina contra a gripe pandémica começou a ser administrada no País em Outubro. Desde então, foram vacinadas 96 mil pessoas. Os grupos prioritários incluem profissionais de saúde, grávidas no segundo e terceiro trimestre de gravidez com patologias associadas e detentores de funções consideradas essenciais, como funcionários de empresas de gás, electricidade, comunicações, segurança, saneamento e também da comunicação social, assim como titulares de órgãos de soberania.

No início de Novembro, teve início a vacinação de grávidas saudáveis no segundo e terceiro trimestre da gravidez. E, no dia 16 de Novembro, a campanha foi alargada ao grupo B, com prioridade para crianças entre 6 meses e 2 anos. A vacinação das crianças tem tido uma boa adesão, com 8 mil doses administradas em pouco mais de uma semana. Os doentes crónicos, com doença cardíaca, respiratória, imunodeprimidos, obesos e diabéticos, estão também incluídos nesta fase de vacinação.

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e o INFARMED informam que devem ser administradas duas doses às crianças até aos 10 anos e aos doentes imunodeprimidos, com intervalo mínimo de 4 semanas. Aos restantes grupos (maiores de 10 anos e grávidas), uma dose da vacina é suficiente.

A vacina é administrada gratuitamente e apenas sob indicação do médico do SNS ou privado, que orientará o utente para uma unidade de saúde pública.


A vacina é segura?


Depois de a Organização Mundial de Saúde identificar a nova estirpe de vírus A(H1N1)v, as farmacêuticas converteram uma vacina pré-existente e substituíram a estirpe H5N1 pela H1N1. A Focetria (Novartis), a Pandemrix (GlaxoSmithKline) e a Celvapan (Baxter) são as vacinas actualmente disponíveis. Em Portugal, optou-se pela Pandemrix.

Segundo a experiência com vacinas de gripe sazonal, a inserção de uma nova estirpe na vacina não altera muito a eficácia ou o risco de efeitos secundários. O Comité de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos reconhece a sua qualidade e segurança. As vacinas são ferramentas importantes no combate a uma pandemia de gripe e reduzem os casos de doença e morte.

O Infarmed, autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde, informa que a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) analisou os dados mais recentes sobre as vacinas contra a gripe pandémica H1N1, aprovadas por aquela agência (Celvapan, Focetria e Pandemrix) e conclui que o perfil benefício/risco mantém-se positivo. Estas autoridades continuam a monitorizar a segurança das vacinas contra a gripe pandémica H1N1.

Até ao momento, os efeitos adversos reportados são, na sua maioria, ligeiros (febre, náuseas, cefaleias, reacções alérgicas) e confirmam a segurança esperada.


Como evitar o contágio?


Perante sintomas gripais, evite a transmissão de microrganismos:

•lave frequentemente as mãos durante, pelo menos, 20 segundos, com água e sabão, sobretudo depois de espirrar ou tossir;
•cubra a boca e nariz quando espirrar ou tossir, de preferência, com um lenço de papel;
•evite levar as mãos aos olhos, boca e nariz;
•utilize lenços de papel e deite-os fora, em sacos de plástico fechados;
•limpe superfícies sujeitas a contacto manual (como maçanetas das portas) com um produto de limpeza comum;
•se estiver num país onde existe um surto, evite locais com grande afluência, como centros comerciais, e o contacto com doentes. Ligue para as linhas telefónicas de aconselhamento ou dirija-se aos serviços de saúde locais, se tiver febre alta e sintomas gripais (tosse seca, dores no corpo e de cabeça, falta de ar, vómitos e diarreia).

Qual a melhor forma de lavar as mãos?


A medida mais eficaz é lavar com água e sabão durante, pelo menos, 20 segundos. Faça-o com regularidade, sobretudo antes e depois das refeições ou manusear alimentos, após ir à casa de banho, tossir, espirrar, assoar o nariz ou mexer em lenços usados, ao iniciar e terminar o dia de trabalho e ao chegar a casa. Quando não for possível e desde que as mãos não estejam visivelmente sujas, pode usar uma solução desinfectante.


Devo desinfectar regularmente as mãos com produtos à base de álcool?


Em casa, é suficiente manter a higiene das mãos com água e sabão. Na rua, se não encontrar um local para lavar as mãos e desde que não estejam visivelmente sujas, pode usar toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, à venda nas farmácias e supermercados.

Para ser eficaz, o produto deve conter acima de 60% de álcool. Regra geral, os géis são menos eficazes do que os sprays, devido à menor capacidade em libertar esta substância. Ou seja, para um gel ter a mesma eficácia de um spray, deve conter mais álcool. Muitos toalhetes impregnados com álcool não são recomendados, devido à baixa concentração.

Com as mãos secas, retire a quantidade suficiente, aplique na palma e esfregue para cobrir toda a superfície das mãos e dedos, até evaporar.

Evite o uso desnecessário de soluções à base de álcool: secam a pele e podem provocar reacções alérgicas ou sensibilidade cutânea. Mantenha estes produtos longe das crianças e não as deixe aplicar sem a sua vigilância.


Como tratar um doente?


O doente deve ficar num quarto isolado durante 7 dias, com uma casa de banho exclusiva, de preferência, sem receber visitas. Caso tenha de sair para ir ao médico, por exemplo, deve usar máscara. Quando tossir, cubra a boca com um lenço de papel e deite-o fora, fechado num saco de plástico.

Quem trata do doente deve evitar o contacto próximo. Se não for possível, por ser uma criança pequena, use máscara e lave bem as mãos após o contacto.

Não partilhe toalhas de banho, pratos, copos e talheres. As toalhas e lençóis devem ser lavados a elevadas temperaturas. Limpe e areje diariamente o quarto e a casa de banho. Coloque os panos ou toalhetes de limpeza no lixo.


É preciso baixa médica?


Os doentes com gripe A – confirmada por diagnóstico clínico ou teste laboratorial – já não precisam de ir ao centro de saúde para pedir baixa médica.

Segundo os ministérios do Trabalho e da Saúde, os médicos do sector privado, das urgências e da medicina do trabalho podem assinar certificados de incapacidade temporária. A segurança social paga 65% do salário bruto a partir do quarto dia de baixa, inclusive.

Ainda está em discussão a possibilidade de as crianças que estiveram doentes poderem regressar à escola sem um atestado médico. A proposta é de que o documento seja substituído por uma declaração de compromisso dos pais dos alunos.


Quais as máscaras de protecção mais adequadas?


Se lhe recomendaram uma máscara para a gripe A, a mais indicada é a cirúrgica impermeável, à venda nas farmácias, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Quando usar, certifique-se de que a boca e o nariz ficam bem tapados. Ajuste a protecção ao osso deste, às faces e sob o queixo. Substitua-a se houver resistência respiratória, humidade na zona exterior ou apresentem sinais de deterioração. Deite-as no lixo, num saco de plástico fechado.

Nos supermercados e lojas de bricolagem, encontra outras máscaras para salvaguardar as vias respiratórias. As protecções de índice médio, identificado pela sigla FFP2 (€ 7, por 12 unidades), podem ser usadas em caso de gripe, mas são mais caras do que as cirúrgicas (€ 7, por 50 unidades). Estão ainda indicadas para quem se expõe a substâncias tóxicas ou irritantes, como solventes, resinas ou tintas e poeira de cimento, betão ou gesso.

Na compra, preste atenção à rotulagem. Além do factor de protecção, deve incluir o nome, morada do fabricante, data de validade, indicações e modo de utilização. É imperativo apresentar toda a informação em português.


O que deve fazer quem regressa de uma zona afectada?


A Direcção-Geral da Saúde recomenda a monitorização do estado de saúde durante 7 a 10 dias após o regresso, mas apenas se esteve em contacto com um doente. Em caso de sintomas gripais, nos 7 a 10 dias após o regresso, deve ficar em casa e evitar contacto como outras pessoas. Logo que possível, ligue para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24): um técnico de saúde irá fazer-lhe algumas perguntas para perceber se pode tratar-se de gripe H1N1 e, nesse caso, orientá-lo para os serviços competentes.


Como explicar a situação às crianças?


As notícias alarmantes podem gerar muitas dúvidas e ansiedade nas crianças. Deixe-as expressar-se sobre o assunto e responda às perguntas de forma clara e simples. Refira que estão seguras em casa e na escola: os adultos sabem o que fazer e tratarão delas se adoecerem. Explique alguns cuidados: lavar muitas vezes as mãos com água e sabão e não levar as mãos aos olhos, boca e nariz. Mostre-lhes a importância de dormir, comer bem e fazer exercício físico para ser saudável. Procure manter as rotinas do seu filho, evite ver constantemente as notícias na televisão e na Net sobre o assunto e expô-lo a eventuais comentários alarmistas entre adultos.


Quais as medidas nas escolas?


O ambiente escolar preocupa sobretudo pelo risco de contágio e propagação rápida do vírus. Foram criadas salas de isolamento nas escolas, para onde são encaminhados alunos e profissionais com mais de 38ºC de febre e sintomas gripais até que alguém os venha buscar. Conhecer as manifestações da doença, formas de transmissão e medidas para evitar o contágio são as principais armas de combate.

As medidas gerais de higiene, pessoais e do ambiente escolar são muito importantes para evitar a propagação da doença. Os professores devem ensinar os alunos a lavar frequemente as mãos, a cobrir a boca com lenço de papel quando tossem ou espirram, a evitar beijos, abraços e apertos de mão e a mexer nos olhos, nariz ou boca, se as mãos não estiverem lavadas.

A escola deve facilitar o acesso a lenços de papel e fornecer sabão líquido e toalhetes de papel nas casas de banho para secar as mãos. Nos locais onde não seja possível lavar as mãos, deve disponibilizar soluções de base alcoólica. As superfícies em contacto frequente com mãos (por exemplo, puxadores, mesas, teclados e ratos de computadores) devem ser limpos regularmente com detergente habitual, já que o vírus pode permanecer activo várias horas em objectos contaminados. Os locais fechados como salas de aula, corredores e casas de banho devem ser arejados quando possível.

Os cuidados de higiene devem ser redobrados nas creches, jardins-de-infância e no início do ensino básico, já que é mais difícil controlar as boas práticas de higiene das crianças. Os brinquedos e objectos que as crianças levam à boca devem ser limpos com maior regularidade com detergente, sendo passados por água, para evitar a ingestão de substâncias tóxicas.

Foram criadas linhas telefónicas para articular as Administrações Regionais de Saúde e as Direcções Regionais de Educação e colocar os directores em contacto com médicos de saúde pública, para esclarecer eventuais dúvidas.

A todos, pede-se uma atitude vigilante e responsável. Perante uma criança com febre ou sintomas gripais, os pais devem ligar para a linha Saúde 24 (808 24 24 24). Não deve ir à escola e evitar locais públicos até que o médico esclareça sobre o seu estado de saúde. Para sair de casa, deverá usar uma máscara descartável.

O encerramento da escola apenas se colocará perante um risco real de propagação da doença, após diagnóstico confirmado em funcionários e alunos. Esta decisão cabe aos serviços de saúde locais.


Que cuidados devem ter as grávidas?


Embora não tenham maiores probabilidades de contrair gripe A, as grávidas podem sofrer complicações mais graves, como acontece com a gripe sazonal. São, por isso, prioritárias na toma da vacina.

Se estiver grávida, aposte na prevenção e siga os conselhos para evitar a propagação do vírus:

•cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tossir, espirrar ou alguém o fizer perto de si. Depois, deite o lenço no lixo;
•lave frequentemente as mãos com água quente e sabão, durante 40 a 60 segundos, especialmente após espirrar ou tossir. Se utilizar um gel para as mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe-o até evaporar ou secar;
•em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos, pois o vírus também se propaga deste modo;
•reduza as suas saídas e evite o contacto com pessoas doentes;
•se for aconselhado, use correctamente uma máscara facial quando contactar com um doente.
Se esteve próximo de alguém infectado ou em tratamento por exposição ao vírus da gripe A, contacte a Linha Saúde 24 pelo 808 24 24 24 e esclareça se precisa de tratamento para reduzir as hipóteses de adoecer. Preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir (ver Quais os sintomas?). Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa e limite o contacto com outras pessoas.

No tratamento da gripe, é muito importante manter a temperatura nos valores normais. Durante a gravidez, só deve tomar medicamentos com prescrição e aconselhamento do médico. O Paracetamol é o mais indicado (1gr em cada 8 horas). Beba água ou outros líquidos em abundância. Os antivirais, como o Tamiflu ou Relenza, também só podem ser tomados com prescrição médica. Se tiver dúvidas, contacte a Linha Saúde 24 pelo 808 24 24 24.


Como proteger os bebés?


Lave frequentemente as mãos com água e sabão, durante 40 a 60 segundos, ou com uma solução alcoólica. Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes ou áreas afectadas. Limite a troca de brinquedos com outras crianças, sobretudo se os levam à boca. Neste caso, lave-os com água e sabão.

Se ainda amamentar e o bebé ficar doente, ofereça-lhe a mama com maior frequência, pois terá maior necessidade de líquidos. O leite materno é mais rico do que a água, sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica. Além disso, ajuda a proteger o sistema imunitário. Se o bebé estiver tão doente que não consegue mamar, dê o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta-gotas.


Se estiver infectada com o vírus, posso amamentar?


Sim. Como as mães produzem anticorpos para combater as infecções, o seu leite é adequado para neutralizá-las no bebé. O aleitamento também ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender de infecções respiratórias. Durante o período de contágio, extraia o seu leite e peça a uma pessoa ou familiar não doente para dá-lo ao bebé.
Se não tiver alguém para cuidar ou alimentar o seu bebé, siga os conselhos:

•evite tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face;
•proteja o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra e lave sempre as mãos depois;
•utilize a máscara quando cuida do bebé e substitua-a quando estiver húmida;
•para retirar a máscara, toque apenas nos atilhos ou elásticos e não na frente (caso contrário, deve desinfectar cuidadosamente as mãos antes de tocar no bebé).
Mesmo a tomar medicamentos para prevenir ou tratar a gripe, não pare de amamentar, pois aqueles não têm contra-indicações.


Última actualização em Dezembro de 2009










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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Natal de Esperança

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Natal de Esperança

Nesta altura de Natal,
Não devemos esquecer
Dar um gesto de amizade,
Aos que estão a sofrer.

Quer seja no hospital,
Ou esteja em casa doente,
Que o Natal restitua,
A saúde a toda a gente.

Os desejos mais sinceros,
Para quem a saúde falta,
Dum Santo e Feliz Natal
E que em breve tenham alta.

Pra todos os doentinhos,
Fica a expressa vontade,
Que o Natal ponha termo,
À sua enfermidade.

Que o Menino Divino,
Lhes conceda essa mudança,
Para que este Natal,
Seja Natal de esperança!...


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domingo, 13 de dezembro de 2009

Noite de Natal!!!



Noite de Natal

Quando é noite de Natal,
Noite de amor e carinho,
As estrelas lá no céu,
Vão clareando um caminho.

Nesta estrada luminosa,
Vem vindo Papai Noel,
Trazendo, pras criancinhas,
Brinquedos feitos no céu.

Papai Noel, que acertou
Do céu à terra o caminho,
Meu desejo é que depressa
Encontre meu sapatinho.
Desejo um santo Natal
a todos vós beijinhos!!!








sábado, 12 de dezembro de 2009

Nuvem de esperança

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"Na festa e com o espírito natalíno formam-se nuvens de esperança num céu de bondade, Em cada coração há uma enorme desejo de felicidade e alegria! Lares se iluminam numa magia sem qualquer maldade, Iniludível, apenas o amor engrandece este lindo e peculiar dia...Zelando totalmente pela nossa total paz e harmonia! No íntimo de cada um de nós está o sentimento mais puro, Aquele que norteia o significado verdadeiro da comemoração, Todos sabem que Jesus é o nosso salvador e o porto seguro, Aquarela de todas as emoções num só bondoso coração, Liberando em todos nós as bençãos da confraternização!"

Deixo aqui meu mimo de Natal pra quem quiser pegar!

Pode levar!!!









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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O espiríto de Natal

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"Deixa eu ver se o espírito do Natal já está na sua casa.
Não, não quero ver a árvore iluminada na sala, nem quero saber quanto você já gastou em presentes.
Quero, sim, sentir no ambiente a mensagem viva do aniversariante deste dezembro mágico: toda a família está unida? O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor das nossas vidas?
"Não quero ver a sua despensa cheia, quero saber se você conseguiu doar alguma coisa do que lhe sobra, para quem tem tão pouco, às vezes nada.
"Não exiba os presentes que você já comprou, mesmo com sacrifício; quero ver aí dentro de você a preocupação com aqueles que esperam tão pouco, uma visita, um telefonema, uma carta, um e-mail...
"Quero ver o espírito do Natal entre pais que descobrem tempo para os filhos, em amigos que se reencontram e podem parar para conversar, no respeito do celular desligado no teatro, na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso, na paciência com os doentes, na mão que apóia o deficiente
visual na travessia das ruas, no ombro amigo que se oferece para quem anda meio triste, perdido.
"Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora por cuidados tão simples, como
não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios.
Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no enfeite que a bondade faz no rosto das pessoas generosas.
Por fim, mostre-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida, através do abraço fraterno, da oração sentida, do prazer de andar sem drogas e sem bebidas, do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e, de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer outras pessoas também felizes.
"Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes da cozinha que vai se encher de comidas deliciosas, no cheiro da roupa nova que todos vão exibir, abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio, que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus, e retornar com um presente eterno, duradouro: o suave perfume de Jesus, perfume de paz, amor, harmonia e a eterna esperança de que um dia todos os dias serão como os dias de Natal.

Feliz Natal para você e para os seus!"


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domingo, 22 de novembro de 2009

A Irrequietude da Criança

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A Irrequietude da Criança

A função motora é, essencialmente, uma função relacional. A criança procura aproximar-se ou afastar-se de estados de desejo ou de medo, primeiro através do movimento, e só mais tarde através do pensamento. Assim, o desenvolvimento do bebé procede-se na alternância entre momentos de grande proximidade física e momentos de afastamento, sendo ambos os momentos organizadores do mundo interno, das relações com os outros e do próprio corpo. As representações de transformação e de mudança são a raiz das representações mentais, antecedendo as representações das coisas e das palavras; assim, a primeira representação da mãe tem a ver com os movimentos que a criança faz para se ajustar ao seu corpo, tudo permeado pelo grau de prazer ou desprazer conseguido com tais movimentos.


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Deste modo, há uma íntima ligação entre movimentos e afectos. Os movimentos do bebé e da mãe só adquirem significado na resposta afectuosa que ambos dão um ao outro. É através da mímica, da postura, do movimento e da lalação que bebé e mãe ressentem e interpretam corporalmente o que querem transmitir.

A instabilidade motora é um fenómeno normal nas crianças antes da idade escolar, que tem como objectivo definir um território de segurança ou fugir a um objecto desconhecido e atemorizador. Aquilo a que se chama instabilidade da criança escolar é, então, a persistência de um comportamento da criança pré-escolar, ansiosa e insegura na vida social, quer dizer, longe da mãe ou com uma mãe insuficientemente disponível. De facto, as mães de crianças instáveis, estão frequentemente deprimidas (por vezes, afectivamente abandonadas) e os pais são frequentemente ausentes (por vezes, impacientes e mais rígidos).


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A irrequietude caracteriza-se fundamentalmente por:

- desatenção

- movimento de “enguia”

- ausência de capacidade de auto-protecção

- ousadia desmedida

- egossintonia (a criança não sofre com a sua irrequietude mas com as consequências que daí advém)

Por detrás da irrequietude, encontram-se profundas ansiedades, que foram decisivas no modo como a criança organizou as suas relações com as pessoas e objectos. Assim, a instabilidade motora seria uma procura sem fim de um objecto de amor, a que a criança possa apegar-se com segurança. A irrequietude é a expressão e transformação da inquietação da criança - não há propriamente angústia e ansiedade, mas uma insatisfação permanente. De facto, não pode haver satisfação com a dispersão e a concentração é impossível para estas crianças, na medida em que concentrar-se equivale a parar. A criança anseia por um local ou um objecto de satisfação ou segurança, mas quando encontra um novo objecto, um novo local, uma nova actividade, rapidamente adquirem características de insegurança e desconforto. Logo, a criança tem necessidade de se movimentar novamente. Há uma constante oscilação entre o desconforto depressivo (angústia de afastamento enquanto receio de perda de bem-estar), que leva a criança a procurar outro objecto, e a angústia persecutória (angústia de aproximação enquanto interrogação quanto à qualidade do encontro), que faz com que o objecto seja sentido como ameaçador. Neste sentido, a proximidade desencadeia angústia claustrofóbica e a distância desencadeia angústia agorafóbica - a criança oscila constantemente entre uma e outra.


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Com os movimentos de aproximação e afastamento, a criança procura manter ou adquirir um sentimento de bem-estar de fundo - a homeostasia narcísica primitiva está intimamente ligada à motricidade. Para a criança irrequieta, a movimentação, vista pelo observador como excessiva, é necessária para uma relativa estabilização.

A irrequietude na criança corresponde, a uma separação psicológica prematura, muito à frente das capacidades de individuação, devida a vicissitudes na relação com o objecto de amor primário. Esta separação prematura dificultará gravemente a travessia da etapa de reaproximação.

A mãe tem que ser sentida como suficientemente constante, previsível e tranquilizadora para que uma evolução normal se possa instalar. De outro modo, a criança pode privilegiar a motricidade como seu mecanismo primário de defesa, contra sentimentos de abandono e intrusão, transformando a irrequietude numa forma de anti-pensamento, que tem como finalidade minorar a dor psíquica. A irrequietude precoce constituiria, assim, também um dos modos de que a criança disporia para proceder a uma regulação da mãe. Progressivamente, este objecto será interiorizado, conduzindo à formação de um objecto interno gerador de profundas ansiedades no self. Sentindo como impossível a satisfação das necessidades de amor, estas serão transformadas numa procura sem fim de confortos materiais.

A irrequietude motora é apenas um aspecto de um quadro global complexo, onde se inserem perturbações dos afectos, da psicomotricidade, do pensamento e da linguagem. Estas perturbações vão dificultar grandemente a escolarização destas crianças.

A intervenção terapêutica será diferente consoante o diagnóstico psicopatológico e a estrutura na qual a irrequietude se insere.



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